Pensamentos,

Breve Encontro

segunda-feira, janeiro 19, 2015 Paralelo das Letras 0 Comments

Como pode simplorios olhos se acostumarem com tamanha beleza?  Tamanho era seu frescor de pele acentuando suas suaves curvas de menina moça. Foi uma explosão de beleza diante do primeiro olhar. O coração que vinha displicente e desavisado de repente se viu apressado em seu compasso ao deparar com olhar tão lindo com sua timidez de menina que ainda se espanta com a admiração de seus atributos. E assim olhando ela me fiz em silêncio,  mesmo desejando gritar louvores a presença tão doce.  Mas ao seu lado sempre presente estava ele,  seu pai,  guarda de seu tesouro,  atento aos olhares que sua pequena atraía. Dediquei-me apenas a olhar o máximo possível,  com discrição,  para anjo tão belo e amável,  e pude captar de onde eu estava suas doces palavras.  Sua voz era doce como seu rosto,  atraindo como imã minha atenção. E eu que já vinha bobo e encantado com ela me vi a sonhar,  e na imaginação viajar. Mas a realidade ali estava a minha frente dizendo que ela era bela demais,  com certeza bem mais nova e interessante que eu. As chances na melhor hipótese estariam contra mim.  Mas sonhar eu ainda podia!  Pois nos sonhos não existem regras que impedem o  coração de ser feliz ou que nos prendam em medos e timidez.

E então chegou a hora da despedida do sonho,  e em instantes cada um tomou seu destino e a vontade de um reencontro  ficou junto a lembrança do breve encontro.

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